Mora em Bruxelas o novo prodígio do futebol europeu. Romelo Lukaku tem 16 anos, joga no Anderlecht, e está já debaixo de mira dos grandes clubes europeus. Com capacidade física fora do comum (1, 92 metros e 95 Kg) Lukaku é um fenómeno também dentro de campo, onde marca golos a uma cadência incrível. Cumpre a segunda época na equipa principal do Anderlecht, sempre a titular, onde junta à invulgar capacidade física a velocidade, imprevisibilidade, técnica e um bom jogo de cabeça.
Aos 16 anos (faz 17 só em Maio), marcou recentemente dois golos na vitória do Anderlecht em Amesterdão, que valeu a passagem à próxima fase da Liga Europa. Chelsea, Real Madrid, Arsenal e Milan seguem Romelo Lukaku desde os 12 anos, altura em que marcou 68 golos em 68 jogos. Uma curta carreira que regista a impressionante marca quase 200 golos em jogos oficiais… sempre frente a adversários (muito) mais velhos.
Dezembro 24, 2009
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Na mini-revolução prevista para Alvalade, entre saídas e entradas para a reformulação de um plantel mais à imagem de Carlos Carvalhal, André Santos tem sido um dos nomes em destaque, agora que se aproxima a reabertura do mercado. Médio de 20 anos, cumpre a segunda época de sénior, depois de ter feito todo o percurso de formação em Alvalade.
Ligado ao Sporting, foi na época passada uma das figuras da União de Leiria, onde chegou em Janeiro, vindo do Fátima, a tempo de ajudar (e muito) à promoção, depois de uma primeira volta a rondar os lugares de descida. Esta época, fez até agora 13 jogos no ano de estreia na Primeira Liga, sempre como titular, tanto com Manuel Fernandes como com Lito Vidigal.
Aos 20 anos, pode regressar já a casa, para um meio campo que continua em transformação, depois da entrada de Adrien, o recuo de Moutinho e a maior verticalidade de Veloso ou Izmailov. No renovado Sporting, André Santos pode vir a ser a chamada âncora, à frente da defesa. Sabe colocar-se bem em campo e tem a vantagem de sair a jogar, com enorme critério na posse e circulação de bola. Jogador com técnica, é um médio mais explosivo e imprevisível que Adrien, ainda que a co-habitação de ambos não seja incompatível, já que o (ainda) jogador da União da Leiria é mais polivalente, jogando à vontade em qualquer lugar do eixo central do meio-campo.
Dezembro 10, 2009
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Quatro jogos depois da chegada de André Villas-Boas, aí está finalmente a Académica a respirar fora da zona de despromoção. Os sinais visíveis dados logo no primeiro jogo no Dragão, com postura e movimentações positivas, só agora tiveram reflexo na tabela classificativa. As vitórias caseiras convicentes sobre Guimarães e Setúbal, juntando o empate em Leiria (concedido já nos descontos) e a derrota tangencial no Dragão, mostraram a criação de uma equipa, desde que Villas-Boas chegou a Coimbra, há menos de mês e meio.
Ocupação certa dos espaços, pressão alta sobre o adversário, transições ofensivas rápidas (sempre com várias opções de linhas de passe) e critério sempre que possui a bola. São os dados mais visíveis do jogo desta nova e personalizada Académica, com clara intervenção de Villas-Boas.
Sougou e João Ribeiro são os alas que dão vida ao ataque, mas é em Tiero, ganês há muito escondido, que recai parte fundamental do jogo da equipa. O internacional africano encontrou em Cris o parceiro de equilíbrio nas movimentações defesa-ataque, surgindo mais recuado agora Nuno Prata Coelho. Os três formam o consistente núcleo do meio campo e da equipa. Uma linha de 4 defesas, com destaque para o “recuperado” Berger (agora a fazer dupla no centro com Orlando). Os laterais Pedro Costa e Emídio Rafael são velozes, mas falta ainda ao esquerdino mais consistência defensiva. No ataque, Eder tem ganho a titularidade. O Adebayor de Coimbra é possante, rápido, oportuno e tem técnica. Com mais tempo de jogo, pode tornar-se referência no ataque.
São as premissas básicas da Académica de André Villas-Boas, equipa personalizada que, para já, consegue o primeiro prémio da época: saltar do último lugar à 11ª jornada e uma recuperação interessante na classificação, depois de atraso considerável.
Dezembro 1, 2009
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“Se o Atlético te bate à porta, tens de aceitar!” As palavras são de Quique Flores e servem para justificar a opção de regressar ao activo, cinco meses depois de ter orientado o Benfica, pela última vez, ainda no campeonato passado. Aos 44 anos, Quique Flores deposita no Atlético de Madrid parte significativa da carreira. Não só por ser o próximo clube, mas principalmente por poder relançar a carreira depois de uma época que não correu como queria, fora do país.
Uma vitória, quatro empates e três derrotas. É este o saldo do Atlético na liga espanhola, traduzido num deprimente 17º lugar. Junta-se 1 ponto em 9 possíveis na Liga dos Campeões e facilmente se constata que pior, Quique, dificilmente fará. O clube espanhol tem jogadores de grande nível, que por razões várias, ainda não renderam o (minimamente) esperado.
Com 90 pontos ainda em jogo na liga espanhola e a possibilidade em aberto de seguir nas eurotaças, o Atlético vê em Quique Flores o rosto da mudança e da esperança. O mesmo ânimo e motivação que o treinador tem na nova etapa da carreira. Daí, o desejo manifestado de chegar, pelos menos, aos quatro primeiros da tabela e ao consequente apuramento para a Liga dos Campeões. A história do clube merece, disse Quique, agora em permanente exame depois da forte contestação dos adeptos, que recentemente chegaram a invadir um treino. Primeira fase da nova vida de Quique e do Atlético de Madrid está marcado para esta terça-feira, em Marbella, para a Taça do Rei.
Outubro 26, 2009
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De La Valetta a Guimarães, uma viagem interrompida no purgatório, mas que pode acabar com um sorriso em Zenica e com bilhete para o céu de África do Sul. O percurso da selecção nacional ainda não terminou: dez jogos não foram suficientes para o objectivo final, mas nesta viagem de catorze meses foi possível perceber alguns dados positivos.
Estabilidade na baliza – Quim saiu das escolhas de Carlos Queirós depois dos 6 golos sofridos no Brasil e deu lugar a Eduardo. Algumas gaffes do titular do Braga foram desculpadas com vitórias… em nome da estabilidade. Beto e (agora) Rui Patrício perfilam-se como opções.
Veloso e Duda rivais – É o lugar mais indefinido. Primeiro Antunes, depois a adapatação de Paulo Ferreira. A seguir Duda e a acabar, Miguel Veloso. Todos eles passaram pelo lado esquerdo da defesa. Os últimos dois (que também são adaptações) terão vantagem para o lugar. Veloso (desde que “queira”) tem todas as condições para ser a referência no futuro mais próximo na posição. É a opção mais consistente. Tem a vantagem de defender melhor que Duda.
Médio centro – Pepe é forte fisicamente, ágil e rápido nas transições defensivas. Permite a subida dos laterais sem perder a coesão defensiva mas falta-lhe apoiar mais eficazmente o ataque. Pedro Mendes preenche de forma mais consistente o lugar. Defende e ataca com precisão, tem noção do espaço e funciona como o equilíbrio necessário para aquele que é considerado o lugar mais fundamental de uma equipa.
Golos – Seja em 4.4.2 ou 4.3.3, uma coisa é clara: Liedson tem de ser titular. Dois golos em 4 jogos são o cartão de visita de um goleador nato como não ha na selecção desde os tempos de Pauleta. Edinho e Hugo Almeida têm outro tipo de características mas podem ser opções válidas consoante o adversário, sem esquecer Nuno Gomes, mais “colectivo” que os anteriores.
Outubro 20, 2009
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Está a despontar no Restelo mais um jovem com enorme margem de progressão. Chama-se Alfredo Ribeiro, é conhecido por Fredy, e tem 19 anos. Cumpre a primeira época a tempo inteiro nos seniores e logo a titular. Normalmente ao lado de Yontcha, na frente de ataque, Fredy dá nas vistas pelo repentismo, poder de explosão e capacidade técnica. Muito forte no um-contra-um (ainda não marcou mas já fez assistências), é também um avançado com muita velocidade, capacidade aproveitada por João Carlos Pereira para lhe dar mobilidade no ataque, complementando Yontcha, mais fixo na área.
Nestas primeiras jornadas de campeonato, fica a clara sensação de que Fredy tem potencial para se fixar neste Belenenses, tornando-se mesmo, a curto/médio prazo, uma referência, como os casos de Ruben Amorim, Eliseu ou Pelé, outros jovens formados no Restelo. Fredy tem potencial. Falta-lhe, porém, ser mais objectivo, incisivo e intencional. Quando desenvolver estas qualidades e aprimorar a capacidade de finalização, explosão e repentismo, vai seguramente ser um dos valores do nosso campeonato. Ao treinador João Carlos Pereira, cabe a missão de lapidar este diamente ainda em bruto, que começou a dar os primeiros pontapés nos Pescadores da Costa de Caparica.
Setembro 30, 2009
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É fácil olhar para o Sporting de Braga e descortinar vários factores para a liderança isolada e imaculada da Liga. À primeira vista, a segurança da dupla de centrais Moisés-Rodriguez (ou Leone), a capacidade ofensiva dos laterais João Pereira/Evaldo, a técnica de Mossoró, a profundidade e explosão de Alan e até Matheus ou ainda o instinto goleador de Meyong. Eis alguns dos factores orientadores de uma equipa bem dirigida táctica e fisicamente por Domingos Paciência.
Mas na máquina arsenalista, há um elemento imprescindível, ainda mais importante, que tem tanto de discreto como de fundamental. Chama-se Vandinho, é o número 88, tem 31 anos e está há 8 em Portugal. No Rio Ave, onde chegou para a 2ª Liga, funcionava mais como médio de ataque, por vezes até junto à linha. Em Braga, onde está desde 2004, foi recuando no terreno, tornando-se hoje o elemento equilibrador de toda a estratégia arsenalista.
Na base do seu bom futebol, a inteligência táctica em cada lance. Tem critério na posse e circulação, quer nas transições defesa/ataque, quer na temporização dos momentos defensivos. A âncora que segura e permite esticar a equipa nos vários momentos do jogo, sem nunca perder a noção do espaço nem o equilíbrio do conjunto. Uma espécie de GPS no relvado que serve de visão táctica complementar à do treinador. Foi assim com Manuel Machado, foi assim com Jorge Jesus e é assim com Domingos Paciência.
Além da capacidade táctica e técnica, Vandinho alia ainda a forte liderança, sendo elemento fulcral no balneário e na equipa. Quase a antítese de vedeta de uma formação onde emergem algumas estrelas… que só brilham porque na retaguarda existe Vandinho para as proteger. Nesta fase da carreira, é muito difícil chegar a um dos grandes mas tem ajudado muito a reduzir o fosso que existia do Sporting de Braga para os 3 crónicos candidatos.
Setembro 21, 2009
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Terminou de forma surpreendente e quase abrupta a permanência de cinco anos de Ulisses Morais na Primeira Divisão. Gil Vicente (quase dois anos), Marítimo (ano e meio) e Naval (dois anos) foram as (primeiras) paragens de uma vida que só aos 44 anos se cruzou com o principal escalão do futebol português. Para trás, anos a fio na segunda e terceira divisão, com resultados reconhecidos em clubes como Dragões Sandinenses, Machico e, principalmente, Estoril. Foi com os canarinhos que fez por justificar a chamada ao principal escalão, com o título da Liga de Honra e a consequente subida de divisão.
Problemas internos acabaram por precipitar a saída do Estoril ainda antes do arranque na Primeira Liga. Atento estava o Gil Vicente, que aproveitou as qualidades de Ulisses Morais. Ajudou o clube de Barcelos a estabilizar na Liga, cumpriu de forma regular com o Marítimo e consolidou o nome da Naval nas provas profissionais. Passou a ser olhado como um treinador da Primeira Liga, com um futebol ofensivo, baseado num 4×3x3 e capaz de lançar alguns jovens portugueses, e também franceses, no caso da Naval.
A saída repentina do clube da Figueira da Foz, com três jornadas cumpridas, não tem relação possível com a renovação enorme no plantel. É apontado agora ao Vitória de Setúbal, cuja equipa está em processo de construção/transformação. Se aceitar, será, seguramente, o maior desafio da carreira.
Setembro 15, 2009
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7 de Janeiro de 2007. No Estádio do Dragão, o FC Porto foi surpreendemente eliminado da Taça de Portugal pelo modesto Atlético, da 2ª Divisão. 1-0 foi o resultado final, golo de David, depois de uma fífia de um brasileiro que jogava de azul-e-branco, chamado Ibson. O que o então número 6 do FC Porto não sabia na altura era que aquele lance seria o carimbo de uma dispensa que acabou por consumar-se naquele exacto mês. Para trás, Ibson (então com 23 anos) deixava na folha de serviços duas épocas e meia com a camisola do campeão nacional e uma imagem de qualidade que nem sempre foi reflectida com a titularidade.
Só Jesualdo Ferreira e o próprio jogador podem ajudar a clarificar o motivo pelo qual Ibson não jogou mais vezes, mas no universo portista – e já agora na opinião pública – fica a clara ideia de que o brasileiro sempre foi um jogador sub-aproveitado. Uma ideia que ganhou força com os sucessivos empréstimos ao Flamengo, onde sempre foi considerado indispensável e um dos melhores do Brasileirão.
Nas últimas épocas, sempre que se falava de um médio para reforçar o Dragão, lá estava o nome de Ibson a preencher folhas de jornais. No entanto, não só o jogador nunca alimentou tal cenário como o próprio Jesualdo Ferreira nunca mostrou interesse no regresso do médio. Estranho, no mínimo. Principalmente, sabendo a astúcia que o clube tem no mercado sul-americano.
Ibson, agora com 25 anos, deixou entretanto o Brasil, depois do Flamengo não conseguir reunir verba suficiente para ficar com um dos principais jogadores. O campeonato russo e Spartak de Moscovo são agora a nova realidade de um médio que tinha tudo para ser o substituto natural de Lucho na equipa do FC Porto. Assim não aconteceu. Choram os adeptos do Flamengo, que depois da saída do jogador, ainda não viram a sua equipa ganhar!
Julho 23, 2009
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Argentina, 1968, o ano de La Bruja. Motivo: o Estudiantes de La Plata, comandado dentro de campo por Juan Roman Veron, conquista, em Montevideu, a Taça Libertadores. Adversário: Palmeiras, do Brasil. Agora, 41 anos depois, em Belo Horizonte, novamente o Estudiantes de La Plata a provocar enorme desilusão nos adeptos brasileiros, ao derrotar, fora de casa, o Cruzeiro, e a conquistar novamente o mais importante troféu de clubes na América do Sul. Desta feita, e com o Roman a ser substituído por Sebastian, verificamos que a história tem tendência para se repetir. De pai para filho, de Juan Roman Veron para Juan Sebastian Veron, de La Bruja para La Brujita. Entre os dois factos distam mais de 40 anos, mas a emoção e a tradição são transversais à cultura futebolística, nomeadamente, à do supersticioso povo argentino.
A simbólica volta ao Olímpico de Belo Horizonte, depois da remontada para 2-1 – na primeira mão registou-se um enervante 0-0 - teve emoção especial para o povo argentino, mas foi muito mais sentido e vivido pelo clã Veron. Quando La Brujita nasceu, já o Estudiantes tinha na sala de troféus três Libertadores. Foi preciso estar já na fase final da carreira para Veron festejar uma conquista internacional, e logo como protagonista.
14 anos depois de deixar La Plata para brilhar (e ganhar troféus) nalguns dos melhores clubes europeus – Inter, Manchester United, Chelsea e Lazio – eis o cumprimento da promessa feita por Sebastian. As palavras de La Brujita não podiam ser mais elucidativas: “Vencer o mesmo título do meu pai será o melhor momento da carreira”. Também no futebol, como na vida, ainda ha histórias felizes.
Julho 17, 2009
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