“Se o Atlético te bate à porta, tens de aceitar!” As palavras são de Quique Flores e servem para justificar a opção de regressar ao activo, cinco meses depois de ter orientado o Benfica, pela última vez, ainda no campeonato passado. Aos 44 anos, Quique Flores deposita no Atlético de Madrid parte significativa da carreira. Não só por ser o próximo clube, mas principalmente por poder relançar a carreira depois de uma época que não correu como queria, fora do país.
Uma vitória, quatro empates e três derrotas. É este o saldo do Atlético na liga espanhola, traduzido num deprimente 17º lugar. Junta-se 1 ponto em 9 possíveis na Liga dos Campeões e facilmente se constata que pior, Quique, dificilmente fará. O clube espanhol tem jogadores de grande nível, que por razões várias, ainda não renderam o (minimamente) esperado.
Com 90 pontos ainda em jogo na liga espanhola e a possibilidade em aberto de seguir nas eurotaças, o Atlético vê em Quique Flores o rosto da mudança e da esperança. O mesmo ânimo e motivação que o treinador tem na nova etapa da carreira. Daí, o desejo manifestado de chegar, pelos menos, aos quatro primeiros da tabela e ao consequente apuramento para a Liga dos Campeões. A história do clube merece, disse Quique, agora em permanente exame depois da forte contestação dos adeptos, que recentemente chegaram a invadir um treino. Primeira fase da nova vida de Quique e do Atlético de Madrid está marcado para esta terça-feira, em Marbella, para a Taça do Rei.

De La Valetta a Guimarães, uma viagem interrompida no purgatório, mas que pode acabar com um sorriso em Zenica e com bilhete para o céu de África do Sul. O percurso da selecção nacional ainda não terminou: dez jogos não foram suficientes para o objectivo final, mas nesta viagem de catorze meses foi possível perceber alguns dados positivos.
Está a despontar no Restelo mais um jovem com enorme margem de progressão. Chama-se Alfredo Ribeiro, é conhecido por Fredy, e tem 19 anos. Cumpre a primeira época a tempo inteiro nos seniores e logo a titular. Normalmente ao lado de Yontcha, na frente de ataque, Fredy dá nas vistas pelo repentismo, poder de explosão e capacidade técnica. Muito forte no um-contra-um (ainda não marcou mas já fez assistências), é também um avançado com muita velocidade, capacidade aproveitada por João Carlos Pereira para lhe dar mobilidade no ataque, complementando Yontcha, mais fixo na área.
É fácil olhar para o Sporting de Braga e descortinar vários factores para a liderança isolada e imaculada da Liga. À primeira vista, a segurança da dupla de centrais Moisés-Rodriguez (ou Leone), a capacidade ofensiva dos laterais João Pereira/Evaldo, a técnica de Mossoró, a profundidade e explosão de Alan e até Matheus ou ainda o instinto goleador de Meyong. Eis alguns dos factores orientadores de uma equipa bem dirigida táctica e fisicamente por Domingos Paciência.
Terminou de forma surpreendente e quase abrupta a permanência de cinco anos de Ulisses Morais na Primeira Divisão. Gil Vicente (quase dois anos), Marítimo (ano e meio) e Naval (dois anos) foram as (primeiras) paragens de uma vida que só aos 44 anos se cruzou com o principal escalão do futebol português. Para trás, anos a fio na segunda e terceira divisão, com resultados reconhecidos em clubes como Dragões Sandinenses, Machico e, principalmente, Estoril. Foi com os canarinhos que fez por justificar a chamada ao principal escalão, com o título da Liga de Honra e a consequente subida de divisão.
7 de Janeiro de 2007. No Estádio do Dragão, o FC Porto foi surpreendemente eliminado da Taça de Portugal pelo modesto Atlético, da 2ª Divisão. 1-0 foi o resultado final, golo de David, depois de uma fífia de um brasileiro que jogava de azul-e-branco, chamado Ibson. O que o então número 6 do FC Porto não sabia na altura era que aquele lance seria o carimbo de uma dispensa que acabou por consumar-se naquele exacto mês. Para trás, Ibson (então com 23 anos) deixava na folha de serviços duas épocas e meia com a camisola do campeão nacional e uma imagem de qualidade que nem sempre foi reflectida com a titularidade.
Argentina, 1968, o ano de La Bruja. Motivo: o Estudiantes de La Plata, comandado dentro de campo por Juan Roman Veron, conquista, em Montevideu, a Taça Libertadores. Adversário: Palmeiras, do Brasil. Agora, 41 anos depois, em Belo Horizonte, novamente o Estudiantes de La Plata a provocar enorme desilusão nos adeptos brasileiros, ao derrotar, fora de casa, o Cruzeiro, e a conquistar novamente o mais importante troféu de clubes na América do Sul. Desta feita, e com o Roman a ser substituído por Sebastian, verificamos que a história tem tendência para se repetir. De pai para filho, de Juan Roman Veron para Juan Sebastian Veron, de La Bruja para La Brujita. Entre os dois factos distam mais de 40 anos, mas a emoção e a tradição são transversais à cultura futebolística, nomeadamente, à do supersticioso povo argentino.
Não é fácil descodificar as linhas orientadoras da vida de Adriano. Se a maioria dos jogadores brasileiros inicia a carreira a pensar na entrada do futebol europeu, com todos os sonhos que esse mundo encantado representa, a de Adriano constitui autêntico case-study. O brasileiro, em pouco tempo, trocou a favela de Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, pela luxuosa cidade italiana de Milão, com a possibilidade de jogar num dos melhores campeonatos do Mundo. A pipoca, como era conhecido nos primeiros tempos de jogador no Brasil, cresceu e tornou-se Imperador em Itália.
”O Mundo nos espera” foi a frase final do vídeo de apresentação da candidatura de Florentino Perez à presidência do Real Madrid. E para já, a ambiciosa frase tem encaixado na perfeição à obra do novo engenheiro da capital espanhola. Depois de 67,2 milhões por Kaká, seguiram-se 94 por Cristiano Ronaldo. E agora, Florentino, que mais podemos esperar? Villa, Silva, Ribery, Xavi Alonso, Albiol, Arbeloa, Tevez? Quantos destes vão fazer parte da nova obra de engenharia do Midas que regressou para agitar o mercado futebolistico?
O futuro de Benfica e Sporting, ou pelo menos parte dele, cruzou-se em pleno relvado do Estádio da Luz, no último Sábado. Frente a frente, mais de duas dezenas de jogadores com idade ainda júnior, para mais um jogo da fase final do Campeonato. Levou a melhor o Benfica, por 3-1, dando desta forma um passo largo para roubar o título ao adversário.